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29.5.06

  Departamento de Departamento de Redundâncias  [14:18]
Mais que contudo. Apesar de que, tanto quanto todavia, tal que porém sendo, é evidente que é claro que está, no presente momento de agora, óbvio.
Hoje, ontem de amanhã, amanhã de ontem, mais que depois de amanhã de anteontem, por um atalho ou um caminho mais rápido que vias comuns e normais, está agora sendo anteontem de depois de amanhã.
Ora, no entanto, mas porém, qualquer hora dia desses, de repente talvez, quase que quase por acaso, pode ser bem capaz que sendo, seja.

Boa tarde, em quê posso ajudar?


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28.5.06

  Enquanto isso, na Local_House...  [14:47]
-- Que estilo de música é esse, que não dá pra dançar? Qual é o nome disso?
-- Isso é música eletrônica. O estilo é House Music e dá pra dançar sim...
-- House? Então é música de lan house, é isso?
-- Quê??
-- É música daqueles lugares cheios de computador... Lan house?
-- Não, não tem nada a ver com lan house...
Até que foi uma boa associação...


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26.5.06

  Insônia forçada  [00:41]
É bem verdade que este lugar não tem a audiência merecida para este tipo de excesso, mas parece que estou acordado até agora por apenas dois motivos: 1) aguardar meu tio ler meus scraps (ato que comprova-se após estes serem sumariamente apagados da página de recados) e 2) atualizar a espelunca com qualquer fiapo de texto que eu tenha em mente, dissertar sobre ele, concluí-lo, trancá-lo, carimbá-lo, colocá-lo num envelope e enviá-lo ao inferno (ou àqui), que é onde esse tipo de coisa deve ficar.

Vontade de escrever não falta. Falta só assunto. É o que dizem; não adianta saber escrever se você é um asno duro, mal sabe soletrar o hino da sua pátria, não sabe soletrar paralelepípedo, não sabe soletrar inconstitucionalissimamente e, diabos, o que quer mesmo dizer "soletrar", hein!?

Certo, vamos tentar de novo. Calma. Respira. Pensa. Esquece o maldito do Jô Soares e pensa em algo mais útil a se dizer.

Orkut. Tudo bem, não é útil mas dá audiência. Meu tio, aliás, ignorou meus protestos e foi dormir. Muito obrigado. Naiane, Juvenal, Narinz, todo mundo entrando no orkut agora e, eu tô ausente no ICQ mesmo, é melhor só mandar o link do blog pra eles lerem isso aqui.

Boa! Vamos escrever sobre marketing e propaganda! Evidente que eu não manjo nada disso, mas, como nas dicas de como se ligar para a Telemar, dou lá meus pitacos.
Vou dar uma pesquisada no Google e me inteirar mais sobre o assunto antes de falar besteira. Aliás, vou pesquisar no Google se vale mesmo a pena enviar links para seus amigos (será que eles gostam de serem spameados? Eu não gostaria...), como eu devo apresentá-los ao meu blog e como eu devo pedí-los para que cliquem (todo dia) no banner do Google ali em cima sem que o próprio Google fique sabendo disso sem cancelarem a minha conta (afinal, eles, os do Google, não são Deus, mas os direitos da onisciência eles já adquiriram). Ótimo assunto. Mensagens subliminares também trazem gente. E debates.


Ah, dane-se. O povo lá quer saber disso... Orkut, aí vou eu!

* * *

OBS.: Pouca gente sabe disso, mas "orkut" é necessariamente escrito em letra minúscula e pronuncia-se "órcut".

Tá na ajuda, gente. É só ler.


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25.5.06

  Macetinhos  [10:06]
Tudo bem, meu almoço de ontem não foi tão ruim assim. Meia hora com a Telemar no telefone resolvendo as pendengas que eles mesmos se arrumaram (nunca vi uma empresa gostar tanto de ouvir as palavras "processo" e "cancela" -- nunca necessariamente nesta mesma ordem), pela quarta vez ligando e pedindo revisão da conta. Terei que ligar de novo de qualquer maneira, então nem adianta reclamar.
Certo, eu deveria ter dito que a Velox anda muito ruim e que está desconectando o tempo todo (o que não deixa de ser uma verdade indubitável) e por isso eu estava pedindo o cancelamento. A partir do momento que o meu problema eram os vinte reais a mais na conta e não uma insatisfação com o serviço, o atendente se resumiu em abater o valor e tchau e bênção. Fosse o caso, teria me presenteado com alguma promoção louca da equipe de cancelamento. Mas isso é coisa que se aprende pra não esquecer, do tipo de texto que já tem que estar pronto antes mesmo da ligação ser feita.
Outro item crucial neste tipo de ligação é a calma. Vale muito mais a pena discutir e esclarecer a um usuário calmo e suscetível a idéias (e promoções) que "cem reais pagam a sua conta de cento e cinqüenta" a um outro que xinga primeiro a mãe, depois pergunta se é este mesmo o setor responsável por gritarias e afins. Isso quando pergunta. Bom, a idéia é ligar calmo, em dúvida, começando todo o texto com "eu acho", exceto quando você descreve a situação -- em, por exemplo: "A Velox cai o tempo todo." ou "Sabe? Não tá valendo pagar o quanto eu pago por uma velocidade tão baixa" --, nisso você deve ter certeza do que diz e ser irredutível. Quando dá erro você tem certeza que dá, mas quando você diz que vai cancelar um "Eu acho que é melhor cancelar mesmo." é, sem dúvida, a melhor pedida. É assim que as portas para um "Ok, cinqüenta reais pagam a sua conta de cento e cinqüenta." se abrem.
Além de tudo, um usuário feliz caga e anda para o quanto dá erro e para o quanto custa: na verdade não é ele quem usa a internet e, dane-se, ele também não paga. Além do texto, você deve preparar a voz e seu humor. Nem muito triste nem muito feliz. No caso em que descrevo, ligue desacreditado da vida. Queira tomar Bezetacil na veia do antebraço esquerdo, encher a cara com 51, engolir umas trinta daquelas bolinhas verdes que você tem há anos no armário do banheiro e nem sabe mais pro quê serve e, antes disso tudo, ligue para a Velox e, err.. "cancela pra mim, por favor".

É tiro e queda. Se depois disso tudo você não tomar as bolinhas verdes do armário do banheiro, vá aproveitar sua nova promoção de "Ok, ok. Trinta reais. Trinta reais pagam a Velox, o modem, o acesso, esse tanto de banda que você usa por mês e, olha que bonitinho! Você ainda vai ganhar um Oi Conta! E, por favor, não vamos mais falar desse assunto... Meu chefe tá vindo aqui e, sabe como é... Se ele fica sabendo disso é bem capaz de querer te dar outro desconto."


Peça pra falar com o chefe, claro.


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24.5.06

  Além de tudo...  [17:51]
Já não bastava a fome, a miséria, o excesso de trabalho, o salário mímino, o almoço horroroso que eu tive hoje e a dor de barriga que me ataca (muito provavelmente por conta do almoço horroroso), o mundo ainda vai acabar.


Eu quero saber é quem vai vir amanhã trabalhar no meu lugar...

Editado em 24/05/06, às 20:33
Dentre todas as dúvidas e afirmações em relação ao fim do mundo iminente, o manifesto que mais deixou clara a indignação do povo com tal fato foi:
CARA, que sacanagem! Vou morrer virgem!



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23.5.06

  Semelhanças  [13:16]
Ele aprendeu muito com tudo aquilo. Jogou futebol com o garoto, o levou para passear, tomaram sorvete juntos, eram os dois contra o mundo. Não havia choro do menino que ele não contesse nem cansaço daquele que este não entendesse. Se tornaram carne e unha em apenas alguns meses de convivência. Não era o pai, ele sabia que não, mas se esforçava para fazer o papel de um.

* * *

Saiu de casa correndo, chovia muito naquela tarde. Entrou no carro e foi até o local combinado. Desceu do veículo e entregou a pasta ao homem que o esperava; ali estava tudo o que podia separá-lo do garoto. Por longos minutos o homem grisalho e gordo analisou cada pedaço de folha, cada cópia, cada documento, cada contracheque -- toda a vida do homem. Juntou tudo de novo dentro da pasta e, engregando-a de volta, sentenciou: "Três dias."

O homem chorou. Chorou por horas até conseguir voltar para casa. Viu o menino dormindo em sua cama e agradeceu por ele ainda estar ali. Lembrou de tudo o que passaram juntos e do quanto poderia ter sido seu pai no pouco tempo em que tiveram; lembrou que nunca o havia chamado de filho. Se perguntou se seria ele o problema e o que havia feito errado. Sentou no sofá da sala e chorou até o menino acordar. E o garoto não perguntou. Sentou ao lado da pessoa mais importante de sua vida e enxugou suas lágrimas.

* * *

Se encontraram há algumas semanas numa estação de metrô. Ele mais magro, o menino mais forte, os dois mais desacreditados. O rapaz, agora um homem formado, estuda letras e escreve nas horas vagas. Terminava, ali sentado, seu segundo livro. Falava sobre a vida e seus caminhos e opções.
O homem, agora velho e doente, lia a bula do seu remédio de tarja preta e conferia os trocados da passagem.
Sentaram coincidentemente um ao lado do outro e um dos dois puxou a conversa. Falaram sobre o livro e o remédio, sobre a vida, sobre adoção, sobre a miséria, a discriminação, o excesso de burocracia e sobre o que os afligia. Falaram sobre o que os deixava feliz, sobre mulheres, carros, futebol e os sorvetes que tomaram durante suas vidas. Conversaram sobre tantas coisas e se divertiram tanto que nem parecia que só meia hora havia passado. O metrô chegou e se despediram.
-- Prazer em conhecê-lo.
-- O prazer é meu, filho.

Nunca entenderam como uma conversa tão rápida com um estranho pudesse trazer tanta felicidade.


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22.5.06

  Vai dizer que o seu não faz?  [21:27]
-- Ah, fala sério!
-- Sério, menina!
-- Não é possível!
-- Faz sim!
-- Mas ele tem cara de ser tão educado...
-- Mas, menina, o quê isso tem de anormal? O seu namorado não faz isso não?
-- O quêêêê??
-- Ahh! Claro que faz!
-- Nunca!
-- Faz sim!!
-- Eu largo ele se ele fizer isso comigo!
-- Larga nada! Não sei o que isso tem de anormal! Cê nunca fez isso?
-- Cê tá doida? Euzinha fazendo um negócio desses?
-- Hahaha!
-- Tá rindo de quê? Eu tô falando sério!
-- Eu duvido que ele nunca tenha feito!
-- É, bom... ... Ah, assim... Ele já tentou...
-- Ahhhhh!!! Não falei! Ele faz siiim!!
-- Não! Não faz... É que...
-- Ahh!! Ele faaaaz! Ele faaaaz! Hahahahaha!!
-- Tá, ele faz...
-- Rááá!! Eu sabiaaaa!! Seu namorado peidaaaa!!!


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21.5.06

  A certeza da dúvida  [02:27]
Blogar é uma arte. É escrever para o mundo ler, é expressar aquilo que te dá vontade e, principalmente, ter certeza de que você nunca vai saber quem está ou não está lendo o que você posta. Escrever para si mesmo, no fim das contas.
O comentário é a única ferramenta para se triar a audiência de um blog, mas ainda não é confiável. Comenta quem quiser, a hora que quiser, tendo lido ou não, fato que compromete as avaliações.

A magia, portanto, é essa; escrever para ninguém ler. Porém, sabendo que qualquer alma viva do mundo (que entenda sua linguagem ou tenha meios para isso), pode chegar aos seus arquivos e descobrir sobre aquela dor de barriga que, mal ou bem, queria você contar aos seus amigos (que você poderia jurar serem os únicos freqüentadores do seu blog) e agora, meu amigo, já é pretexto para aparecerem dúzias de montagens na internet com a sua cara e uma privada (limpinha, cagada, virada de lado, pintada de rosa, enfim, é você, a privada, a dor de barriga e a criatividade do seu sacaneador).

Conclusão:
Nunca escreva coisas que te comprometam. Não por experiência própria mas por discernimento, digo que é o melhor a se fazer. Mesmo.


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20.5.06

  Tudo de novo  [20:18]
O antigo Local_House não me deixa mentir: o Machado fez sucesso.
Já rolava até som quando um pirralho passou voando. Era ele, sem dúvida. O Machado. Levantando um guri com uma mão e encestando outro moleque com a outra. E a festa acabou.
E me faz pensar seriamente sobre mim; seria eu um devaneio da natureza ou um participante de alguma seita sobrenatural de sonâmbulos? Meu cérebro é mesmo meu? Eu e ele somos paressidos com algum assacino? Eu acabei de assassinar o português? O quê diabos quer dizer 42?, Deus!, eu vou comer alguma coisa e já volto.


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17.5.06

  De volta  [11:38]
Depois de muito tempo sem atualizar as coisas por aqui, resolvi fazer uma limpeza na casa e voltar com o velho estilo de blog pessoal com as coisinhas bonitinhas que todo mundo quer (mas não precisa) ver.
Tudo de útil e inútil que eu julgar necessário ser mostrado ao mundo, aqui estará, mais cedo ou mais tarde.

Nada melhor que não postar nada além disso para começar. =)


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