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26.9.06

  Questão de lógica  [17:21]
Sei que não é lá muito saudável ser pessimista (e de vez em quando até ser realista faz mal à saúde), mas não tenho tido ultimamente vontade de escrever mais que "não vou chegar lá" ou "tá difícil de sair do lugar com essa professora de Cálculo", e é deste modo radical que vou levando a vida por estas bandas de cá. Como eu mesmo diria, "reza a lenda" que não vou agüentar por muito tempo, senão é porque eu fiquei louco ou algo do gênero (fato este que, convenhamos, não deve ser muito difícil de acontecer). Olhar para os lados e só descobrir gente que tem cara de debilóide é frustrante, afinal, agora que eu faço parte disso, não devo estar mais bonito que ninguém.

Todos estudam. Eu escrevo. Escrevo na clandestinidade, na cara de pau, porque onde estou, fora o blogger.com, tudo é proibido, e porque insistir em estudar algo que parece não ter sentido é pior que estudar algo que não tem sentido mesmo: neste caso você, pelo menos disso, tem certeza absoluta.

Muito do que se aprende aqui quem vai fazer é um computador, então ainda não entendo porquê temos que chegar à metade de dois elevado a cem, por mais elementar que isso seja. Pior que isso, por aqui o professor atrapalha mesmo, muito mais que os carrascos do Ençino Mérdio, muito mais do que as histórias que você ouve sobre ele e muito mais do que a comida bandeijão.
Nota: A comida do bandeijão, até hoje, era muito boa. Era.
Aliás, não sei mesmo se é recomendável voltar lá hoje. Mesmo porquê de noite eu gasto dinheiro com lanche mesmo, então tanto faz comer aqui ou não.
São setenta centavos a menos.

Problemas intestinais e clandestinos à parte, é sabido que semana que vem o ciclo de provas começa. E termina sabe lá Deus quando, na sua sabedoria suprema. É também sabido que tenho que estudar, faça chuva ou sol, fique eu doente ou não, com ou sem dinheiro. Aliás, voltando a Deus, não me escapa a dissertação filosófica (in)feliz que acabo de me dar conta de que é a mais pura verdade: eu comparado a Ele sou uma ameba.

Comparado a uma ameba...

bom...


sou uma ameba também.


Nota 2: o lugar das idiotices é lá fora. Saída pela esquerda!

Um beijo pra minha namorada, outro pra minha mãe (que não vão ler esta merda mesmo, porquê ninguém lê) e outro pro imbecil do cara que administra isso aqui, que não bloqueou o acesso ao Blogger.
Santa ignorância!


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20.9.06

  Você já amou de verdade uma mulher?  [14:29]
Para amar de verdade uma mulher, para entendê-la, você deve conhecê-la profundamente, ouvir cada idéia, cada sonho, e lhe dar asas se ela quiser voar.

Quando você amar uma mulher, diga que ela é o que você queria, que ela é a única, pois ela precisa de alguém para lhe dizer que vai durar para sempre.

Para amar de verdade uma mulher, deixe-a abraçá-lo até que você perceba o quanto ela precisa ser tocada. Você precisa prová-la, sentir seu cheiro, até que a sinta correndo em seu sangue.
E quando você vir em seus olhos os filhos que vocês ainda não tiveram, vai saber que você ama de verdade uma mulher.

Quando você amar uma mulher, diga que ela é o que você queria, que ela é a única, pois ela precisa de alguém para lhe dizer que você sempre estará ao seu lado.

Você precisa lhe dar confiança e abraçá-la com força e ternura. Deve tratá-la do jeito certo, e ela cuidará de você.
E quando você se vir deitado em seus braços, indefeso, vai saber que você ama de verdade uma mulher.

Adaptado de "Have You Really Loved A Woman?", de Bryan Adams. Música criada para o filme "Don Juan DeMarco", de 1995; faz parte do álbum "18 Til' I Die", do mesmo ano.



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14.9.06

  Tudo tem seu lado bom  [16:25]
É o que dizem. E vou tender a acreditar nisso antes que minha cabeça resolva sair andando sozinha, gritando "gerônimo" pela rua e atravessando o sinal sem olhar pros dois lados. Tenho dito: é preferível abstrair o que a professora comediante de cálculo diz que tentar qualquer conversação séria, tendo em vista a burrice dos alunos (que é freqüentemente frisada por ela) e a sapiência presente em sua mente (porquê, de qualquer forma, não haveria de estar nos pés), empirista e destruidora.

Um lado bom da faculdade é calcular o tempo para a próxima passagem do Harley e tentar conseguir uma carona, munido de papel e caneta para isso. O lado ruim disso é que você só tem cinco minutos para dar a resposta, com aproximação de sete casas decimais e sem calculadora.

Outro lado ruim da faculdade é a distância entre cada campi e o tempo que a gente leva passeando pela cidade à procura de um professor... de cálculo, aliás. O lado bom disso é que engrossa as pernas e disfarça a fome, porquê é quando seu organismo está muito atarefado suportando o calor de quarenta graus que faz na rua e seus músculos em vez de sentir dor já estão anestesiados por ela.

Outro lado bom da faculdade são as pessoas. O lado ruim disso são as pessoas.

Outro lado bom é que você constrói um futuro. O lado ruim é que o tijolo e o cimento ficam do outro lado da cidade. E a loja não faz entrega.

Outro lado ruim é ter que vir. O lado bom é não ver a hora de voltar, e voltar.

Mais um lado ruim é que você tem que se forçar a fazer muita, muita coisa. Muita mesmo. E isso não tem lado bom.

Comer no bandeijão é o que salva, como sempre tudo leva à comida.


Aliás, tá na hora de jantar.


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