19.11.06
Estranho
[22:11]
ficar aqui sozinho. Perdi o costume. E vou ter que me acostumar com muito mais ainda...
Que Deus me dê forças... E há de passar rápido.
* * *
Não foi por falta de tentativas que não consegui fazer o trabalho interativo da faculdade via internet, daqui de casa. Quando tentava responder a uma pergunta, na quarta-feira, o monitor fechou e nem debaixo de porrada voltou a funcionar. Já tinha o antigo aqui parado, então resultou-se: conserto dos dois, venda de um pra cobrir os gastos. E estarei com o monitor da Ediellen, aos trancos e barrancos, exibindos três telas ao mesmo tempo, uma em cima da outra, até segunda ordem ou até ter dinheiro para pagar o conserto dos benditos, o que vier primeiro.
Never Alone (Original Mix) Artificial Funk
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16.11.06
60 segundos
[18:33]
Vida louca mesmo... Hoje, eu e minha excellentíssima patroa, saímos de casa atrasados, ela para o trabalho e eu para o ônibus de 8:20. Chegando à Rodoviária, só tive tempo de ver o ônibus que eu pegaria ir embora, e já que meu interesse em ir para Niterói é incontrolável, tratei de me conformar e ir comprar a passagem para o de 8:40. Embarquei logo depois e aguardei o ônibus sair. Na parada de Saquarema, em Bacaxá (descobri ontem que Bacaxá é bairro, mas ainda estou me acostumando com a idéia) um senhor não entendia o que acontecia: o ônibus de 8:20 não havia passado ainda. Ninguém entendeu muito, mas seguiu-se a viagem. Em Sampaio Corrêa, outra parada normal, eis que um senhor da lei (leia-se "policial") entra no carro (leia-se "ônibus") e, munido de uma escopeta, dá bom dia a todos. Conformei-me com a situação, uma vez que dar bom dia com uma escopeta é obrigar uma pessoa a ter um bom dia. Outro policial entrou, à paisana, e os dois revistaram os mais suspeitos do ônibus (na concepção deles, e cabe aos leitores imaginarem os tipos físicos dos revistados). Enfim, conversa vai e vem, descobre-se que o ônibus de 8:20 levava um homem fora da lei armado (leia-se "bandido"). Pra onde teria ido o bendito, ninguém sabe. Tratei de chegar (atrasado) para a prova de Cálculo e, bem...
Moral (parcial) da história: Meu bilhete de embarque constava: "Horário da venda: 08:21:00 ".
* * *
Antes de vir para São Gonça fui até o guichê da 1001 saber sobre o ocorrido. No controle contava que o 8:20 havia chegado, antes do 8:40, do modo como deveria ser. O motorista do 8:20, segundo o despachante, "chegou e foi para casa".
Ainda estou sem entender nada, salvo o fato de que algum outro ônibus foi premiado.
Parece.
Ridin' Dirty Chamillionaire feat. Krayzie Bone
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14.11.06
Excedendo os limites
[12:55]
Acho que os dias que dediquei ao ócio, de certa forma, não me fizeram bem. Não pelo que aproveitei, mas porquê, dizem, tudo que é bom faz mal. Quando já estava eu achando que minha vida tinha voltado a ser bonita, com a coisa das cachoeiras, da blitz furada e de ir pra Saquarema quase todos os dias, me vi obrigado a voltar para Niterói e descobrir que eu não sou nenhum privilegiado e também tenho meus problemas. Quem dera fosse como foi, e burro fui eu de achar que uma semana duraria um mês.
Quem dera.
* * *
Se eu disser que estou computador, o trocadilho além de manjado vai ser ridículo. Então o melhor a ser feito é dizer que uma enxaqueca me assola desde ontem, e com vários trocadilhos e piadinhas imbecis. Não sei se é o frio, não sei se é a mudança brusca do "nada pra fazer" para o "fazer coisa pra caralho estudando muito e se preocupando com a prova de hoje e de quinta", ou se é frescura mesmo, só porquê ontem eu não almocei. O importante, porém, é tentar. Tentar estudar com dor de cabeça, tentar fazer a prova com dor de cabeça e tentar ir embora para casa... com chuva.
Aprenda a fazer direito. Quando estiver na merda, consiga um canudinho para respirar.
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10.11.06
De lado
[19:50]
É difícil ter que sair assim, rápido, sem ter muita explicação para dar, a não ser que volto em algumas horas.
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8.11.06
Acampados
[12:26]
A notícia já não está tão fresca, mas ainda é notícia. Pra quem não sabe e quem não viu, de quinta a domingo passados passei meus dias em Sana (no Sana, in Sana, enfim), acompanhado de minha Excellentíssima Primeira-Dama, acampado, jogado ao chão, às cachoeiras e ao rio. Putamerda, ô lugarzim bão! Foram os três dias mais longos da minha vida, e o incrível é que eu tava me divertindo. A melhor parte é desligar os celulares, os relógios, o resto dos eletrônicos inúteis e esquecer de que tem uma vida lá fora esperando pra te abocanhar de volta, cheia de carros e ônibus passando pra lá e pra cá (doidinhos pra te tirar dela de novo, mas por outras vias). E a faculdade, e as contas, e os problemas e toda aquela merda fica longe, em parte porquê não sabe chegar lá, em parte porquê é longe pra cacete. As pretensões de ir novamente não vão ficar só no papel. Em breve voltarei, com mais bagagem, mais dinheiro e mais disposição pra andar por lá.
A única coisa ruim mesmo é o fato de ter que voltar; voltar um dia.
PS.: A fama que o Sana tem de ser reduto de viciados é verdade. Mas daí a chamar a sua mãe de piranha só porquê ela mora na frente de um bordel é exagerado e desnecessário. Ignora-se o fato e segue-se em frente aproveitando o principal: o barulho do rio e a paz que o lugar traz.
Watch The Sunrise (Instrumental Mix) Axwell feat. Steve Edwards
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7.11.06
Tá difíce
[14:31]
Sobreviver tem ficado cada vez mais difícil, realmente. Tem até gente tacando fogo em velhinhas indefesas por aí, e eu fico imaginando quando vai chegar a hora de darem cabo dos adolescentes que só dão despesa, e vai ser nessa que eu vou me ferrar. Esses dias roubaram as armas falsas de uma equipe de filmagem. O nome do filme, "BOPE - Tropa de Elite", ajuda a confirmar que tá tudo uma zona mesmo. E andam dizendo por aí que vai ter apagão e os cacete daqui a uns tempos... E, levando em conta o crescimento na demanda e o preço da energia elétrica que baixou no Rio, o que vai ter de gente se matando pra assistir novela em carrocinha de cachorro-quente não tá no gibi.
Haja pão.
* * *
Eu deveria estar estudando, mas se eu fosse muito aplicado nisso eu não estaria aqui, mas em Niterói, aproveitando as aulas (inúteis) de revisão. Se eu tivesse mais escolhas eu escolheria morrer de velhice, sem rancores no coração, de mãos dadas com meu amor e formado na escola da vida, não numa ilusão. Mas é isso aí mesmo. Quem mandou fazer a prova?
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